Industrialização em Guarulhos

Com as políticas econômicas varguistas, intensificou-se o processo de industrialização, principalmente no Sudeste, com instalações fabris de maior porte e o crescimento do ramo de eletrônicos. Segundo Maria Antonieta Leopoldi (2007), a crise de 1929 gerou a intensificação da produção de bens de consumo não duráveis no parque fabril já instalado, além da necessidade da instalação de fábricas de bens de produção no País, visando a sua expansão, devido à substituição das importações e à necessidade de se produzir para o mercado interno o que antes era importado, a fim de sustentar o parque fabril.

Vale ressaltar a participação dos proprietários locais no processo de industrialização em Guarulhos desde o período de predominância das olarias, instalando edificações de produção de bens para a construção civil e de consumo não duráveis (OMAR, 2008). Porém, faz-se necessário atentar que nesse período entraram na cidade indústrias de maior porte como Norton Meyer e a Harlo do Brasil, ambas em 1938, indicando mudanças nas características industriais de Guarulhos, influenciadas pela política de substituição das importações e demonstrando tendência ao crescimento do ramo metal-mecânico, representado por cinco das oito indústrias construídas no primeiro governo Vargas. Nesse mesmo ramo foram instaladas na cidade a Aro e a Maffei, ambas em 1943.

Setores industriais instalados em Guarulhos entre 1930 e 1945, Metal-mecânico tinha cinco unidades, o Eletrônico dois e Alimentício apenas um. Os dados foram coletados pelo grupo PET-História/UNIFESP.

Indústria, fábrica, metalúrgica, empresa, desenvolvimento

Microlite, na Vila Augusta. Ano: 2009. Acervo: AAPAH/Bruno Leite de Carvalho.

No período torna-se nítida a predominância do setor de bens de capital e de bens intermediários, dos quais é possível citar chapas de metal e peças de eletrônicos e maquinaria, o que se remete à tentativa do governo de sustentar o mercado interno (DRAIBE, 1985). Nesse sentido, segundo Leopoldi: “Na década de 1940 prossegue o ciclo de transformação do parque industrial brasileiro. O aumento da produção siderúrgica (…) propicia o crescimento de novos setores industriais: além da metalurgia (que se expande), crescem as 121 indústrias de bens de capital, equipamento e transporte, alimentos, produtos químicos e farmacêuticos. Além disso, a produção têxtil se expandiu durante a guerra para suprir os mercados latino-americanos (LEOPOLDI, 2007: 251)”.

O setor metal-mecânico teve um forte crescimento na década de 1940, chegando a representar 57% das unidades instaladas no período em Guarulhos, que foram constatadas na pesquisa. O consumo interno impulsionou tais setores, levando em consideração a necessidade de mover a economia, auxiliando a suprir as necessidades internas, o que veio posteriormente a contribuir com o crescimento de setores como o químico e o farmacêutico.

Na Era Vargas, as edificações fabris continuaram a se concentrar no entorno da ferrovia, nos bairros Centro, Gopoúva, Vila Augusta, Itapegica, Torres Tibagy e Vila Galvão. Nota-se ainda a instalação de algumas indústrias na região de Cumbica. Essa expansão da área industrial para esta última região está associada à inauguração da Estação de Trem de Cumbica devido à construção da base aérea em 1942, bem como pela fundação da Cidade Satélite Industrial em 1945 nesse bairro (RIBEIRO, 2006).

21-09-2017

Metalurgia e incentivos governamentais: a Era Vargas em Guarulhos

Com as políticas econômicas varguistas, intensificou-se o processo de industrialização, principalmente no Sudeste, com instalações fabris de maior porte e o crescimento do ramo de eletrônicos. Segundo Maria Antonieta Leopoldi (2007), a crise de 1929 gerou a intensificação da produção de bens de consumo não duráveis no parque fabril já instalado, além da necessidade da instalação de fábricas de bens de produção no País, visando a sua expansão, devido à substituição das importações e à necessidade de se produzir para o mercado interno o que antes era importado, a fim de sustentar o parque fabril.
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