Tiago Cavalcante Guerra

Trem em Guarulhos

A Tramway Cantareira, concessionária responsável pela linha férrea, surgiu com o objetivo de construir a Adutora Cantareira no final do século XIX. A necessidade de transportar passageiras surge naturalmente, a partir do estabelecimento dos primeiros trilhos.

Em 29 de dezembro de 1908, promulga uma lei com o objetivo de expandir o Trem da Cantareira até o bairro do Guaíra (atual Jaçanã), passando pela vila de Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos, chegando até o bairro de Bonsucesso

Em 1915, chega a Guarulhos, com a primeira estação Vila Galvão, principalmente por conta da Cerâmica Paulista, localizada no bairro. Em pouco tempo, Guarulhos passa a receber estações em cinco bairros da cidade (Vila Galvão, Torres Tibagy, Gopoúva, Vila Augusta e Guarulhos-Centro).

Juntamente com o trem, vieram os benefícios que contribuíram muito com o crescimento do município, transportando inclusive a produção de hortifrutigranjeiro direto para o Mercadão de São Paulo.

Trem em Guarulhos, História de Guarulhos, Estação Guarulhos

Dona Joaninha, a máquina que representa os trens que passavam por Guarulhos. Ano: 2015. Acervo: AAPAH/Bruno Leite de Carvalho.

Havia o Balneário de Vila Galvão, área de lazer onde a população utilizava do trem para usufruir do local para piquenique em torno do lado. As famílias que tinham parentes internados no Leprosário Padre Bento, próximo à estação Gopoúva, utilizavam o trem para visitá-los. Havia uma extensão até a Base Aérea de Cumbica, para o transporte dos militares. Eram apenas duas composições, por dia para transporte de oficiais. Uma pela manhã no horário das 7h00 e outra com retorno as 17h00.

Em 1942, o Tramway da Cantareira, foi privatizado, sendo adquirido pela Cia. Sorocabana de Estradas de Ferro que imediatamente iniciou os estudos para modificar a bitola das linhas para 1050 milímetros. Também foram efetuados estudos para prolongar a linha de Guarulhos até Bonsucesso e Tomé Gonçalves. Mais tarde se pretendeu levar as linhas até Santa Isabel e até mesmo se estudou eletrificar a linha.

Entretanto com a década de 60 e a influência da indústria automobilística nas políticas de abertura de estradas e avenida, bem como no transporte rodoviário, o “Trenzinho da Cantareira”, apelido dado pelos funcionários e usuários foi pouco a pouco abandonado. Finalmente, em 31 de maio de 1965 o ramal Guarulhos foi desativado.

08-12-2016
A Tramway Cantareira, concessionária responsável pela linha férrea, surgiu com o objetivo de construir a Adutora Cantareira no final do século XIX. A necessidade de transportar passageiras surge naturalmente, a partir do estabelecimento dos primeiros trilhos.
10-11-2016
Escola Dulce Breves, patrimonio tombado, Guarulhos, história, Bairro dos Morros

Escola Estadual Dulce Breves: Reconhecendo a Própria História

A escola estadual Dulce Breves Neves foi construída no início da década de 1970, sendo denominada inicialmente de Escola de Primeiro Grau bairro dos Morros. Foi projetada como uma pequena escola com quatro salas de aula, para atender a pequena comunidade do bairro. No local foram alfabetizados os filhos dos sitiantes das olarias que existiam na região. Foi a primeira escola pública da região, atendendo crianças de 6 a 10 anos.
30-07-2016
Bosque Maia, parque, guarulhos, turismo, passeio, natureza

Quando parte do Bosque Maia foi desapropriado

O Bosque Maia está intrinsecamente ligado ao Município de Guarulhos. Tranquilamente, hoje, se constitui na mais importante referência de lazer da cidade. Apesar de serem mais conhecidos, o Aeroporto e o Shopping Internacional, o bosque possui uma ligação umbilical com a história de Guarulhos. Como veremos no texto de hoje, esta ligação chegou a ser ameaçada. Uma parte do parque foi desapropriada e é esta história que vamos contar hoje.
04-05-2016
tortura, pimentinha, ditadura no brasil, 1964, Bolsonaro, câmara dos deputados, impeachment

Direitos humanos ou torturadores: o que defender?

No domingo, 17/04/2016, quando da votação do impeachment da presidente Dilma, o deputado federal pelo PSC/RJ, Jair Messias Bolsonaro, pronunciou o seu voto fazendo uma série de alusões sobre os “perdedores” do golpe de 1964, inclusive, dedicando seu voto ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, nas palavras do deputado “o pavor de Dilma Roussef”.