Assessoria de Comunicação da AAPAH

Curso de Extensão, Ritual e Artesanato Indígena:
Guarulhos: Histórias, Culturas, Protagonismos Indígenas – Saberes, Abordagens, Pesquisas e Possibilidades de Ensino (Lei 11.645/2008)
.
 
ORGANIZAÇÃO E DOCÊNCIA
– Casé Angatu Xukuru Tupinambá (Prof. Dr. Carlos José F. Santos): Indígena; Morador no Território Tupinambá em Olivença (Ilhéus/Bahia) na Aldeia Gwarini Taba Atã; Docente da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC (Ilhéus/Bahia); Doutor pela FAU/USP; Mestre pela PUC/SP; Historiador pela UNESP; Autor dos Livros: “Nem Tudo Era Italiano – São Paulo e Pobreza na Virada do Século XIX-XX” e “Identidades Urbanas e Globalização: constituição dos territórios em Guarulhos/SP”, entre outros; Ex-Coordenador do PIBID/História/CAPES-UESC, junto à Escola Estadual Indígena Tupinambá de Olivença.
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
– Bakurau Tupinambá (Josa): Artesão e Manejo Indígena – Comunidade Olho D’Água – Território Tupinambá de Olivença
– Boni Tupinambá: Artesão e Manejo Indígena – Aldeia Abaeté – Santaninha Território Tupinambá de Olivença
– Bijupirá Tupinambá (Del): Manejo Indígena – Aldeia Gwarini Taba Atã – Território Tupinambá de Olivença
– Jaô Tupinambá: Artesão e Manejo Indígena – Comunidade Gravatá – Território Tupinambá de Olivença
– Porãn Tupinambá (Binho): Manejo Indígena – Aldeia Gwarini Taba Atã – Território Tupinambá de Olivença
– Tiago Tupinambá: Artesão e Manejo Indígena – Comunidade Acuípe do Meio – Território Tupinambá de Olivença
– Yakuy Tupinambá (a confirmar): Manejo Indígena – Comunidade Olho D’Água – Território Tupinambá de Olivença
 
I – CONCEITUANDO O CURSO: ESCUTANDO O CHÃO QUE PISAMOS NA TERRA QUE PERTENCEMOS
 
Ybaka uru
Paranã pira
Taba awa
 
Céu dos pássaros
Mar dos peixes
Cidade do Povo
(Casé Angatu)
 
Sabe por que Guarulhos e São Paulo (Piratininga para nós Índios) são duas das maiores cidades indígenas e nordestinas do Brasil (Pindorama para nós Originários)? Não sabe?
 
Pois bem … fazendo o Curso você não terá a resposta final à este enunciado. Porém, procuraremos construir formas de refletir sobre estes e outros questionamentos. Refletiremos também acerca dos desconhecimentos, preconceitos, violências e negações históricas de direitos aos Povos Indígenas.
 
O Curso busca fortalecer reflexões alternativas sobre a história e memória das cidades de Guarulhos, Piratininga (São Paulo) e de Pindorama (Brasil) a partir de um ponto de vista que considera os dois municípios como indígenas, negros, nordestinos, interioranos, imigrantes, migrantes, extemporâneos, contemporâneos, futuristas e repletos de memórias de tempos imemoriais, representadas em seus diferenciados Territórios. Procuraremos construir formas de refletir acerca dos desconhecimentos, preconceitos, violências e negações históricas dos direitos indígenas na cidade e no país.
 
A ideia é discutir, especialmente a partir do ponto de vista indígena, como historicamente estas cidades foram, são e serão formadas por múltiplos Territórios que não se resumem à espaços físicos, cujo usos tornam-se predeterminados pelo os mandatários do chamado “poder” público.
 
Procuramos pensar estas duas cidades não como formadas por espaços físicos imutáveis, mas como múltiplos Territórios constituídos e reformulados pelas dinâmicas de diferenciadas experiências socioculturais através da história passada, presente e futura. Refletir assim nos faz pensar o quanto são autoritárias as imposições feitas pelos mandatários no poder quando não consideram as diversidades históricas e socioculturais das cidades.
 
 
II – OBJETIVO GERAL
Estudar, conhecer e refletir acerca de dimensões das Histórias, Saberes e Culturas Indígenas brasileiras, tendo como recorte territorial mais específico as Cidades de Guarulhos e São Paulo. Buscaremos ponderar que as duas cidades e sua população não possuem somente uma identidade, memória e história. Eis um dos principais propósitos deste curso. A ideia é incentivar estudos e pesquisas sobre os povos originários, constituindo relações com o ensino através dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs e com a aplicação da Lei 11.645/2008 – que “estabeleceu as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. porém, acima de tudo quebrar preconceito em relação aos Povos Indígenas e conseguir apoio a nossas lutas.
 
III – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
– possibilitar uma compreensão inicial acerca de formas de abordagens e conceitos relativos às Histórias, Culturas e Saberes Indígenas;
– potencializar a aplicação da Lei 11.645/2008;
– discutir aspectos conceituais dos PCNs; refletir acerca das semelhanças e diferenças entre Educação Indígena, Educação Escolar Indígena e Ensino das Histórias, Culturas e Saberes Indígenas;
– incentivar a pesquisa e o estudo da temática indígena na área de história, ensino, memória, identidade, oralidade, territorialidade, religião/religiosidade e cultura.
IV – METODOLOGIA
É um curso de natureza histórico sociocultural relacionando aos saberes tradicionais, pesquisa, ensino da história e cultura dos povos indígenas brasileiros, destacando sua diversidade étnica e possibilidades de abordagens e tendo como base as Cidades de Guarulhos e São Paulo. As aulas serão conceituais, expositivas e dialogadas, contando e com a participação dos presentes e utilização de material audiovisual no sentido da percepção de diferentes fontes para o estudo dos povos indígenas, tais como: textos, dados estatísticos, fotografias, plantas, gravuras, vídeos, pinturas, depoimentos, músicas/cantos, linguagens, danças, rituais, vestimentas, comidas, bebidas, artefatos, formas de relação com a natureza e outras culturas.
 
V- PARTICIPANTES
O curso é aberto às pessoas interessadas em discutir, estudar, pesquisar e lecionar histórias e culturas indígenas, não existindo exigências quanto ao grau de instrução e idade. Os únicos requisitos são: interesse na temática em estudo e na troca de saberes.
 
VI – DATA/HORÁRIO/LOCAL
 
AULA TEÓRICA E CONCEITUAL
– 10/06/2017 (sábado) das 9h até 13h. Local: Biblioteca Municipal Monteiro Lobato – Rua João Gonçalves, 439 – Centro– Guarulhos/SP.
 
AULA DE CAMPO
Das 14h às 16h, partindo da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, passando pela Igreja do N.S. do Rosário dos Homens Pretos, no local antigo da mesma Igreja, passando pela Igreja Matriz N.S. da Conceição e finalizando na Praça IV Centenário.
 
VII – INSCRIÇÕES GRATUITAS:
contato@aapah.org.br
 
 
VIII – CERTIFICADOS
Enviado por e-mail após o curso.
 
IX – PROGRAMA DO CURSO E RITUAL
 
RITUAL TUPINAMBÁ: PORANCY
 
APRESENTAÇÃO
– A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO SOBRE AS HISTÓRIAS, CULTURAS E SABERES INDÍGENAS
 
I – CONCEITOS INICIAIS E A PALAVRA ÍNDIO / E COM A PALAVRA O ÍNDIO
– HISTÓRIA COMO UM CONHECIMENTO CONSTRUÍDO
– CULTURA E SUAS VARIAÇÕES
– ESPAÇO, TERRITÓRIO E LUGAR
– ETNIA, RELIGIÃO/RELIGIOSIDADE, RITUAIS
– HISTÓRIA, MEMÓRIA E ORALIDADE
 
II – DE TERRA DE ÍNDIOS À “INVENÇÃO” DO BRASIL: O CASO DE GUARULHOS E SÃO PAULO
– PRESENÇA INDENITÁRIA INDÍGENA
– O “ACHAMENTO DO BRASIL”: “PARAÍSO” E/OU “INFERNO”
 
– ALDEIAS E ALDEAMENTOS: IMPOSIÇÕES, RESISTÊNCIAS E/OU REELABORAÇÕES
– “DEMÔNIOS E QUERUBINS”
– ÍNDIOS E AS TEORIAS RACIAIS
 
III – OS POVOS INDÍGENAS, SUAS LUTAS E RELAÇÕES COM ESTADO BRASILEIRO
– COLÔNIA, IMPÉRIO E REPÚBLICA: ENTRE O EXTERMÍNIO, AFASTAMENTO E TUTELA SOBRE OS ÍNDIOS
– DIFERENTES FORMAS DE REELABORAR AS EXISTÊNCIAS INDÍGENAS
– OS “RESSURGIMENTOS” E RESISTÊNCIAS INDÍGENAS
 
IV – ENCONTROS, DESENCONTROS E ESTRANHAMENTO: QUEM É ÍNDIO?
– O QUE SIGNIFICA SER ÍNDIO NO BRASIL?
– ÍNDIO OU POVOS INDÍGENAS?
– EDUCAÇÃO ESCOLA INDÍGENA E ENSINO DAS HISTÓRIAS/CULTURAS INDÍGENAS
– LEI 11.645/2008: A “LEI TARDA MAIS NÃO”?
 
AULA DE CAMPO:
PARTINDO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL MONTEIRO LOBATO, PASSANDO PELA IGREJA DO N.S. DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS, NO LOCAL ANTIGO DA MESMA IGREJA, PASSANDO PELA IGREJA MATRIZ N.S. DA CONCEIÇÃO E FINALIZANDO NA PRAÇA IV CENTENÁRIO.
Casé Angatu, índios, indígenas, guarulhos, curso grátis, AAPAH, História de Guarulhos, Biblioteca Monteiro Lobato, costumes, tradições, povos, Brasil
 
 
RITUAL TUPINAMBÁ DE ENCERRAMENTO: PORANCY
 
 
EXPOSIÇÃO DE ARTE(SANATO) INDÍGENA:
ÎE’ENGARA AWATYBA*
Durante, antes e depois do curso exposição (venda) de Artesanato e Frutos do Manejo Indígena Tupinambá de Olivença – Ilhéus/Bahia:
 
– Colares, pulseiras, cocares, maracás, lanças, flechas e arcos
– Farinha de Mandioca Indígena
– Óleo de Coco Indígena
– Azeite de Dendê Indígenas
– Pimenta
– Cachaça Rio do Engenho de Ilhéus, onde ocorreu um dos primeiros levantes contra a escravidão indígena e negra
*ÎE’ENGARA AWATYBA: Cântico Coletivo Indígena de Manejo e Artesanato – Território Indígena de Olivença – Ilhéus/Bahia
 
 
) —> —> —> —> —> —>
 
PARA TER UMA IDEIA DOS CONTEÚDOS DO CURSO ASSISTA E LEIA O SEGUINTE:
 
– ANGATU, Casé (Carlos José F. Santos). “História e Culturas Indígenas – Alguns Desafios no Ensino e na Aplicação da Lei 11.645/2008: De Qual História e Cultura Indígena Estamos Falando?”. In: “Revista História & Perpectiva da Universidade Federald de Uberlândia-UFU”. Disponível: http://www.seer.ufu.br/index.php/historiaperspectivas/article/view/32772
 
– Casé Angatu: Documentário: “Carpição, a Benção da Terra: uma tradição secular em Guarulhos”, 2014.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=i0RPogARsZI
 
– Vídeo Sobre livro “Nem Tudo Era Italiano” de Casé Angatu – Carlos José F. dos Santos: https://www.facebook.com/libertad.volant/posts/10154894623918168
 
– “Histórias e Culturas Indígenas: Protagonismos e (Re)existências Indígenas”. Por Casé Angatu. Exposição gravada pela UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo como material pedagógico de estudos para os Cursos de Especialização em Educação em Direitos Humanos e Especialização em Gênero e Diversidade na Escola. https://www.youtube.com/watch?v=FZXGnE329zo
 
– Casé Angatu: entrevista realizada pela FolhaOnline, quando do aniversário da cidade de São Paulo e do Mercado Municipal com o título “Mercado Municipal (de São Paulo) Completa 75 Anos” (In: FolhaOnline. 25/01/2008.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=zrsf-rFy0C4
 
– Casé Angatu: entrevista sobre o tema da “Imigração em São Paulo” para a Secretaria de Educação do Governo do estado de São Paulo, 2014.
http://www.ejamundodotrabalho.sp.gov.br/Conteudo.aspx?MateriaID=53&tipo=Videos (Depois de linkar escolher o vídeo: “Imigração”)
29-05-2017
É um curso de natureza histórico sociocultural relacionando aos saberes tradicionais, pesquisa, ensino da história e cultura dos povos indígenas brasileiros, destacando sua diversidade étnica e possibilidades de abordagens e tendo como base as Cidades de Guarulhos e São Paulo.

Curso de Extensão, Ritual e Artesanato Indígena

É um curso de natureza histórico sociocultural relacionando aos saberes tradicionais, pesquisa, ensino da história e cultura dos povos indígenas brasileiros, destacando sua diversidade étnica e possibilidades de abordagens e tendo como base as Cidades de Guarulhos e São Paulo.
18-04-2017
Casa José Maurício, História de Guarulhos, Guarulhos, patrimônio histórico, patrimônio cultural

Programa sobre o Casarão José Maurício

Desde 2015, a AAPAH produz o programa “Lugares e Memórias de Guarulhos”, os episódios falam sobre história da Catedral Nossa Senhora da Conceição, o Sanatório Padre Bento, o Trem da Cantareira, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, e também sobre os bairros do CECAP e do Taboão.
10-04-2017

AAPAH organiza Bicicletada na véspera de feriado

No dia 13/04 (véspera de feriado), o Ponto de Cultura da AAPAH organiza a 1ª Bicicletada para o Patrimônio. A saída será às 21h, em frente à Catedral Nossa Senhora da Conceição (Igreja Matriz).
28-03-2017
serra da cantareira, guarulhos, meio ambiente, natureza, floresta, mata, verde

Serra da Cantareira – Do Cabuçu ao Bonsucesso

A serra da Cantareira é um conjunto de importantes montanhas que abrangem os municípios de Caieiras, Mairiporã, São Paulo e Guarulhos.