Uma retrospectiva de 2016 e as perspectivas para 2017

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Uma retrospectiva de 2016 e as perspectivas para 2017

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Patrimônio Cultural

Chegamos ao final de mais um ano, 2016 entra para história por suas turbulências políticas, crise econômica, desemprego crescente, vários estados e municípios com contas no vermelho. A importância deste ano só reconhecida após uma leitura sem paixões, talvez, daqui uma década ou mais.

Para a AAPAH – Associação Amigos de Patrimônio Histórico foi mais um ano de atividades, eventos, protestos e lutas. Fizemos passeios por bairros da cidade, mostramos o potencial que ainda é desconhecido pela maioria da população.

Dentre esses locais, fomos no Nhangussu, o mirante no meio da Cantareira é um canto bucólico, distante da imagem da selva de pedra, do trânsito caótico e do barulho. Também fomos para o Cabuçu, local do pulmão guarulhense, rico em vegetação e pioneiro da construção de concreto armado, a represa foi construída com tecnologia de ponta na época. Entramos nas trilhas do caminho do ouro, no bairro das Lavras.

Teve oficina de taipa de pilão, fizemos samba de bumbo na praça Júlio Ramos Barbosa, vistamos o sítio da Candinha. Discutimos o patrimônio cultural de Guarulhos, fizemos protesto pela preservação da Casa José Maurício, também entramos no ministério público contra demolição de casas de Bonsucesso.

Aqui no Espaço AAPAH houve discussões sobre o passado, recordamos memórias, promovemos as questões turísticas e patrimoniais.

Para 2017, continuamos com desafios que percorrem os anos de vida de nossa entidade. Para o novo governo que inicia em janeiro deixamos as seguintes sugestões que são emergenciais:

  • Manutenção e ampliação do Museu Histórico Municipal atual;
  • Em longo prazo, sugerimos a criação de novos espaços museológicos;
  • Fortalecimento da legislação que protege o patrimônio material e imaterial de Guarulhos, garantindo a sua integral aplicação e entendimento nos setores da administração;
  • Fortalecimento dos conselhos CMPHAACMG (Conselho Municipal de Patrimônio e Meio Ambiente), COMTUR (Conselho Municipal de Turismo), COMCULT (Conselho Municipal de Cultura) e o cumprimento de suas prerrogativas;
  • Criação de um Departamento de Patrimônio Cultural que facilite as ações de inventários e processos de tombamento, viabilizando no mesmo departamento uma seção de Educação Patrimonial;
  • Promover ações de salvaguarda aos patrimônios culturais tombados, com especial atenção para o Casarão José Maurício, o Sítio da Candinha, o Antigo Paço Municipal e o Santuário Nossa Senhora de Bonsucesso;
  • Aprovação da Lei que institui o Geoparque Ciclo do Ouro.
  • Visando incentivar a preservação, elaborar uma lei específica que conceda a isenção de pagamento de tributos municipais aos proprietários dos imóveis tombados, conforme o artigo 41 da lei 6573 de 19 de outubro de 2009.

Desejamos boas festas e um novo de ano repleto de realizações e crescimento a todos os leitores e leitoras. Agradecemos aos nossos parceiros e associados.

Bruno Leite de Carvalho
Bruno Leite de Carvalho
Jornalista, responsável pela assessoria de comunicação da AAPAH, coautor dos livros “Guia Histórico Cultural de Logradouros – Lugares e Memórias de Guarulhos” e “Signos e Significados em Guarulhos: Identidade – Urbanização – Exclusão”.

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