Embu das Artes e de todos os bolsos

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Passeio

Embu das Artes foi fundada em 1954 com o nome de Bohi. Atualmente se destaca como uma das mais importantes estâncias turísticas do Estado de São Paulo com cerca de 20 mil visitantes por final de semana, segundo dados do site viagemhoje.com.

Alguns atrativos desapontam o visitante de primeira viagem. A Praça de Alimentação divulgada como um dos principais diferenciais da estância é um local para lanches rápidos e não está com aspecto de bem cuidado. Poderia ser mais bem aproveitada com refeições diferenciadas. O turista gosta de coisas exclusivas, diferentes. Um ponto positivo é o estacionamento.

Bem localizado poderia ter melhores opções de refeições. Acervo: AAPAH/Bruno Leite de Carvalho. Ano: 2015.

Bem localizado poderia ter melhores opções de refeições. Acervo: AAPAH/Bruno Leite de Carvalho. Ano: 2015.

O ponto de partida do trenzinho que passa pelos atrativos turísticos deveria ter uma placa com o horário de funcionamento.

O que também desponta o visitante são as barracas que não aceitam cartões ou só aceitam no débito, então é bom ir preparado para não deixar de provar algumas guloseimas e não levar alguma lembrança para casa.

O que enche os olhos e a alma é a alta demanda de música para variados gostos, a maioria dos restaurantes tem bandas ou cantores tocando rock, MPB, samba… Pelas calçadas também há músicos com violões, também há grupos folclóricos se apresentando.

Viela com galerias, ateliês, restaurante e antiquários. Acervo: AAPAH/Bruno Leite de Carvalho. Ano: 2015.

Viela com galerias, ateliês, restaurante e antiquários. Acervo: AAPAH/Bruno Leite de Carvalho. Ano: 2015.

As galerias de arte, ateliês e os antiquários são diferenciais para os amantes de pinturas, esculturas, colecionadores e aqueles que querem decorar seu lar.

Nas calçadas e na praça principal há artistas plásticos que vendem sua arte com preços mais em conta que as galerias e ateliês.

Artesanatos de Embu das Artes. Acervo: AAPAH/Bruno Leite de Carvalho. Ano: 2015.

Móveis e artesanatos de Embu das Artes. Acervo: AAPAH/Bruno Leite de Carvalho. Ano: 2015.

As casas de bebidas se destacam com as vendas de vinhos de amora, framboesa e jabuticaba. Também há o chopp de jabuticaba produzido artesanalmente em Embu.

Perto do Centro Histórico há barracas de vários tipos de comida e muitas opções de artesanato produzido por artistas locais. Há barracas com venda de mudas de plantas e também é possível adotar um cãozinho.

Quanto ao patrimônio histórico, o Museu de Arte dos Jesuítas se destaca pela imponência de uma construção barroca datada da virada do século XVII para o XVIII. A Capela de São Lázaro não fica na região destacada da feira de artesanato, meio esquecida, ela se encontra com algumas pichações e estava fechada para visitas.

Pichações com giz de cera mostram o descuido com o patrimônio. Acervo: AAPAH/Bruno Leite de Carvalho. Ano: 2015.

Pichações com giz de cera mostram o descuido com o patrimônio. Acervo: AAPAH/Bruno Leite de Carvalho. Ano: 2015.

Ir para Embu das Artes é gostoso de se fazer com a família, lá é possível comprar artesanato ou adquirir obra de arte por alguns milhares de reais. Para a alimentação também há opções para todos os bolsos. De Guarulhos até Embu, a viagem dura cerca de uma hora.

Bruno Leite de Carvalho
Bruno Leite de Carvalho
Jornalista, responsável pela assessoria de comunicação da AAPAH, coautor dos livros “Guia Histórico Cultural de Logradouros – Lugares e Memórias de Guarulhos” e “Signos e Significados em Guarulhos: Identidade – Urbanização – Exclusão”.

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